Estresse infantil pode provocar diversas doenças

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O estresse infantil é mais comum do que se imagina. Você sabia que até os bebês já podem apresentar sinais de que algo não vai bem? Eles podem expressar isso através do choro excessivo, da dificuldade de alimentação, evacuação e sono. Quem garante é a psicóloga Renata Bento, especialista em criança e família.

Nas crianças maiores, os sintomas são dores de garganta, insônia, dores de cabeça, além de doenças dermatológicas e alérgicas”, afirma a especialista, que também é psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. Clube das Comadres conversou com Renata para saber mais sobre o estresse infantil.

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Estresse infantil: terror noturno e pesadelos

Quais os sinais do estresse infantil?

“O estresse, que subjetivamente seria a angústia, é uma reação do organismo para se livrar de algo que excede emocionalmente e que não pôde ser elaborado mentalmente. A forma de se livrar, neste caso, é através de sintomas. A criança possui um aparelho psíquico em desenvolvimento. O estresse infantil pode ser notado através de alguns sinais como o terror noturno, pesadelos, irritabilidade, choro excessivo sem motivo aparente, insegurança, medo, dificuldade nas relações interpessoais, dificuldade de concentração, insônia, agressividade. Os sintomas também podem ser físicos como a fadiga, tique nervoso, bruxismo, falta de apetite, apetite excessivo, dores de cabeça frequentes, gagueira, xixi na cama, entre outros”.

 A partir de que idade isso pode ser notado?

“Pode ser notado desde muito cedo. Os bebês já podem apresentar sinais de que algo não vai bem através do choro excessivo, da dificuldade de alimentação, evacuação e sono”.

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Psicóloga Renata Bento, que orienta os pais sobre como agir quando os filhos ficam estressados. Foto Divulgação

 Por que as crianças sofrem com o estresse?

 “A criança possui um aparelho psíquico incipiente. Portanto, sem competência emocional para lidar com determinadas situações. Por isso, precisa do apoio de um adulto que se disponibilize afetivamente para acompanhá-la”.

Como lidar com o estresse infantil?

“É importante tentar compreender o que está acontecendo com a criança; dar apoio emocional, conversar, ficar atento aos sinais de estresse e buscar tratamento psicológico”.

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Pais podem estressar os filhos 

Quais as doenças que podem ser desencadeadas com esse quadro?

 “As crianças estão mais vulneráveis ao estresse pela precariedade de seu aparelho psíquico. Além dos sintomas que podem surgir repetidamente – dores de garganta- insônia – dores de cabeça, entre outros; elas podem desenvolver doenças dermatológicas e alérgicas”.

Quais providências devem ser tomadas pelos pais ou responsáveis?

 “É necessário que os pais acompanhem de perto os filhos através da conversa e do brincar. E estejam atentos às oscilações emocionais, às mudanças bruscas de atitudes, aos sintomas físicos e psicológicos e a qualquer sinal que demonstre a interrupção da continuidade de seu desenvolvimento emocional. Caso a criança apresente sinais de sofrimento psíquico, procurem um especialista”.

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Tecnologia em excesso pode contribuir com o estresse infantil?

“Sim. Tudo em excesso não deve ser considerado como saudável. A tecnologia pode ser útil se utilizada com limites, respeitando a faixa etária da criança e não substituindo o contato físico. É através do relacionamento interpessoal, dos vínculos, das experiências emocionais vivenciadas com o outro, e das atividades lúdicas que podem ser desenvolvidos os laços afetivos. A criança precisa interagir com o ambiente e não só ficar conectada”.

 Os pais podem estressar os filhos? De que forma?

“Sim. Com rotina excessiva de atividades sem que haja tempo livre para a criança brincar; ambiente disfuncional onde haja conflito dos pais; e ausência de limite – o limite ajuda a criança a se sentir protegida e segura”.

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