Seu filho quer um cachorro? Pese prós e contras!

Compartilhe!

O pedido do seu filho é uma ordem? Pode ser por causa dos vídeos fofos da internet, do colega da escola que já tem um cachorro ou uma paixão grande por animais que ele demonstra desde pequeno. Se o seu filho soltou a famosa frase:”mãe, quero um cachorro!”, respire fundo e venha com a gente. E acredite: a maioria das mães já se viu no meio dessa dúvida em alguma fase do crescimento dos filhos. Quais os prós e contras de levar o pet para casa?

A primeira coisa que precisa ser resolvida é quem será o adulto da casa que vai ser responsável pelos cuidados do cãozinho. Por mais que a ideia seja dar aos filhos maior senso de responsabilidade, cuidado e consciência, é importante estabelecer quem vai supervisionar as tarefas e cuidar do animal nas situações críticas. Se isso ficar bem resolvido antes da chegada do pet, já diminui muito a chance de brigas na família. E também o risco de abandono do animal quando a “novidade” passar. Veja outros pontos importantes a serem levados em consideração!

seu filho-cachorro-familia

Qual a idade do seu filho?

Até 07 anos de idade: a convivência é ótima para ambos os lados. Desenvolve nos pequenos uma afinidade com cães que deve se estender por toda a vida. Para os pets, é sinônimo de atividade e companhia o tempo todo. No entanto, exige uma maior supervisão. Boa parte dos problemas comportamentais em cães relacionados a crianças (reatividade com rosnados, latidos e até tentativas de mordidas) são resultado de falta de supervisão durante as brincadeiras.

Dica extra: analise o espaço disponível na sua casa. Você tem como isolar as crianças e o pet por alguns períodos do dia? Assim, todos podem descanar, brincar e fazer outras atividades de forma independente quando você não puder ficar de olho nos dois.

Dos 07 aos 14 anos: nessa fase, a criança já passa mais tempo fora de casa, seja com atividades extracurriculares ou mesmo brincando na casa de amigos. O pet será mais dependente dos adultos, apesar de ter atividade intensa quando a criança estiver em casa. Se seu filho já está nessa fase, considere incluir no orçamento um passeador ou a frequência em uma creche para cães. Se a família gostar de esportes, programar caminhadas diárias com o cachorro será fundamental para o bem-estar de todos. A criança já poderá se aventurar levando o cãozinho para passear, desde que com supervisão dos adultos.

E os adolescentes?

A partir de 14 anos: adolescentes conseguem ser muito persistentes quando querem algo, não é mesmo? É uma fase de fortes vontades e paixões, mas que passam com a mesma velocidade e intensidade também. Além disso, é um período em que o jovem já começa a ter outros interesses, como sair mais com os amigos, viajar e se preocupar com o vestibular. Faça as contas: um cãozinho vive, em média, 15 anos. Logo logo, seu filho deve ingressar em uma faculdade e no mercado do trabalho, passando pouco tempo em casa. Portanto, a não ser que o restante da família também esteja com vontade de ter um cãozinho, ceder apenas ao desejo juvenil pode
ser arriscado.

Dica extra: estimule seu filho a fazer trabalho voluntário em uma ONG que cuida de animais abandonados. Lá, ele poderá ter contato com muitos pets, cuidar deles e ter a real noção de responsabilidade que é levar um cãozinho para casa. Além de ser uma ótima forma de exercitar a cidadania, certo?




colunista-ana-alice-caoAna Alice Vercesi é jornalista que descobriu que se comunicava melhor com os bichos do que com as pessoas, escorregou para o empreendedorismo ao criar a Cão Vivência, uma empresa que oferece serviços de bem-estar e comportamento baseados na confiança e na diversão. Hoje tem como missão de vida fazer um mundo melhor para os pets e seus donos (nessa ordem).

Compartilhe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *