Câncer de ovário: preste atenção ao seu corpo

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Com a correria do dia a dia, muitas vezes esquecemos de prestar atenção aos sinais que o corpo nos dá. As dores acabam incorporadas na rotina e geralmente não ganham a devida atenção. Essa atitude é um perigo para a saúde, ainda mais quando se fala de doenças graves que não apresentam sinais no início, como o câncer de ovário, o tumor ginecológico com maior mortalidade.

Aproveitando o mês em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, em maio, o Instituto Lado a Lado pela Vida lançou a campanha com o lema O câncer de ovário é o tumor feminino mais silencioso. Ajude a fazer barulho.

O câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado – e o que tem menor chance de cura, porque costuma ser descoberto em estágio avançado. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 3/4 dos cânceres de ovário são diagnosticados em estágio avançado.

Câncer de ovário preste atenção ao seu corpo - Clube das Comadres1

Câncer de ovário: maior incidência

Estima-se que sejam diagnosticadas anualmente quase 250 mil mulheres no mundo com câncer de ovário – esse tumor é responsável por 140 mil mortes por ano. “No estadio 1, a chance de cura é de 90%; no estadio 3, menos de 20%”, avisa a médica Graziela Zibetti Dal Molin, oncologista clínica membro do Comitê Científico do Instituto.

Quando observamos as estatísticas nacionais, vemos diferenças regionais bastante grandes, que são explicadas por questões sociais e culturais. Chama atenção o fato da incidência ser menor no Norte e Nordeste.

Essa situação ocorre porque o câncer de ovário está relacionado ao sedentarismo e à obesidade. São fatores de risco que têm índices maior no Sul e no Sudeste. Nas regiões Norte e Nordeste, existe mais câncer de colo de útero em relação às demais áreas brasileiras.

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Atenção aos sintomas

A doença não apresenta sintomas nos estágios iniciais. Quando se manifesta, são sinais comuns a várias doenças e podem ser confundidos com outros problemas. Entre os sintomas estão dor abdominal, lombar ou na região pélvica; aumento de volume abdominal; aumento da frequência e urgência urinária; prisão de ventre; náusea, azia e sangramento.

“Como os sintomas são vagos, o clínico geral costuma pensar que é problema de coluna ou estômago. E acaba demorando o início da investigação do tumor”, alerta Graziela. Um dos grandes problemas no mundo todo, responsável pela alta taxa de mortalidade dessa doença, é a inexistência de exame de rastreamento efetivo. Por isso, na maioria dos casos o diagnóstico é feito em estágios avançados da doença, quando a chance de sobrevida é menor.

A oncologista faz um alerta importante sobre o Papanicolau: “muitas mulheres acreditam que, como fazem regularmente esse exame, dentro do preventivo, estão cuidando do diagnóstico do câncer de ovário – mas não estão. O Papanicolau só serve como diagnóstico para o câncer de colo de útero”, afirma.

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Fatores de risco 

Além da obesidade, Graziela ressalta outros fatores de risco. “O principal é a história familiar – se a mãe, tia, uma parente próxima teve; há fatores relacionados às questões hormonais, como menopausa tardia, endometriose, tabagismo, o fato de não ter filho e gestação tardia”, explica a médica.

O diagnóstico é feito com exame transvaginal pélvico, ressonância e tomografia do abdome total e exame de sangue CA 125. Para os casos em que há risco de doença hereditária, com mutação dos genes BRCA 1 e BRCA 2, há indicação de realizar aconselhamento genético.

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Instituto Lado a Lado pela Vida se dedica há oito anos a levar informação sobre saúde à população. Sua missão é conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. A equipe de profissionais faz isso por meio de campanhas, atuando em todo o Brasil. Eles criaram as campanhas Setembro Vermelho (prevenção de doenças do coração) e Novembro Azul (prevenção do câncer de próstata). Conheça mais o trabalho do Instituto Lado a Lado pela Vida no www.ladoaladopelavida.org.br



 

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