Check up para evitar doenças cardiovasculares

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Você já fez check up este ano? Apesar de as doenças cardiovasculares serem as que mais matam no mundo, muitas pessoas não dão a devida atenção que o sistema cardiovascular merece. O cardiologista Leandro Richa Valim, coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Brasília, explica em entrevista ao Instituto Lado a Lado pela Vida que ações simples como check ups e atenção aos sinais que o corpo dá podem ajudar a evitar infarto e AVC.

Quando fala em check up, o médico destaca que não se trata apenas da realização de exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, entre outros. Mas também de uma avaliação detalhada da história clínica pessoal e familiar, bem como do exame físico feito pelo médico no consultório.

Durante a consulta, o cardiologista vai saber do histórico familiar e do paciente. Além de possíveis sintomas que podem indicar algum problema, monitorar o peso, avaliar se o paciente tem pressão alta, diabetes, colesterol ou outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

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Check up é essencial para prevenir

“Importante lembrar que mesmo as pessoas que estão no peso ideal e aparentemente saudáveis podem apresentar algum outro fator de risco ou doença. Por isso o check up é essencial”, avisa. Ele explica que muitas doenças podem ser identificadas com essa avaliação que pode ser feita pelo clínico geral. Se necessário, ele encaminha ao cardiologista.

Como os sintomas das doenças cardiovasculares são bastante variados e vão muito além da dor no peito, passando por suor frio e até tontura, descrever qualquer alteração ao médico é essencial. Assim, ele tem informações mais completas que ajudarão no diagnóstico e prevenção.

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O infarto apresenta-se de maneira variável. Podem surgir tantos sintomas típicos, como dor no peito em aperto, dormência no braço esquerdo, até náusea, vômito, sudorese e suor frio. Também pode se manifestar de maneiras atípicas isoladas, como apenas falta de ar, tonteira, dor nas costas, no pescoço ou mesmo uma aparentemente simples dor no dente. Por outro lado, o médico lembra que diabéticos e idosos podem ter um infarto sem sentir nada.

Entre os sinais de AVC, Valim cita dor de cabeça, boca torta e fala mais enrolada. Além de dificuldade para abrir um dos olhos, perda de força ou dormência em um braço e/ou perna do mesmo lado do corpo. Importante lembrar que quanto mais rápido se procura o atendimento médico/hospital em casos de infarto ou AVC, maior a chance de se conseguir um tratamento adequado e menor o risco de evolução desfavorável ou mesmo de sequelas.

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Avaliação de riscos

Para que as pessoas entendam a dimensão dos resultados positivos que podem ser alcançados graças à prevenção, o cardiologista cita dois exemplos de como o check up pode evitar um AVC:

1. “Durante a consulta e o exame físico, uma vez o médico cardiologista identificando achados que indiquem um risco maior do paciente vir a desenvolver um infarto, poderá tomar providências para confirmar as suspeitas e tratar de maneira precoce, reduzindo de maneira importante tal risco”, diz.

2. “Alguns tipos de arritmia podem favorecer a formação de coágulos dentro do coração. Caso isso não seja identificado e tratado de maneira correta, o paciente estará em risco para desenvolver um AVC”, complementa.

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A partir das informações dadas pelo paciente, o médico fará uma avaliação dos riscos. Também irá avaliar que exames são necessários e com que frequência devem ser realizados.

O acompanhamento médico com avaliação total da saúde deve ser feito em todas as idades, desde a infância. E não apenas para pessoas com idade mais avançada, como muitos consideram. Valim alerta que há um aumento não só no número de crianças obesas, mas também com colesterol alto mesmo sem estar acima do peso. Em todas as idades, as pessoas devem passar pelo menos uma vez por ano no médico. Para os adultos, principalmente acima dos 40 anos, é importante também ir não apenas no clínico geral, mas ao cardiologista.

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Prevenção tem menor custo

Além das medidas preventivas pouparem vidas e doenças que poderiam ser evitadas, elas também ajudam a poupar recursos. “É mais eficiente e barato focar na prevenção e evitar que grande parte da população tenha infarto e AVC. Com investimento de menos de 1 dólar por pessoa por ano se reduz milhões em custo de saúde”, avalia.

Para o médico, é preciso considerar esse tema bastante discutido atualmente, da custo-efetividade. “A medicina tem se desenvolvido cada vez mais rápido nos últimos anos. É possível tratar de maneira eficaz patologias cada vez mais complexas e graves. Com melhora importante não só da sobrevida (tempo de vida), mas também da qualidade de vida. No entanto, o uso destas tecnologias gera um custo muito alto. É fundamental focarmos também na prevenção, que possui um custo menor e o potencial de um impacto maior frente à população”, avalia.

“É possível tratar, com alto custo, com bons equipamentos e tecnologia. Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes graves. Mas prevenir é melhor e custa menos”, garante o especialista. Quanto à realização de exames, ele ressalta que é necessário ter critério para saber o que pedir, para quem pedir e, especialmente, para interpretar os resultados.

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Instituto Lado a Lado pela Vida se dedica há oito anos a levar informação sobre saúde à população. Sua missão é conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. A equipe de profissionais faz isso por meio de campanhas, atuando em todo o Brasil. Eles criaram as campanhas Setembro Vermelho (prevenção de doenças do coração) e Novembro Azul (prevenção do câncer de próstata). Conheça mais o trabalho do Instituto Lado a Lado pela Vida no www.ladoaladopelavida.org.br



 

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