HPV e suas implicações: como prevenir e tratar?

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HPV. Essa sigla tem sido bastante utilizada nos meios de comunicação, graças à notícia de que o SUS começou a vacinar meninos também contra a doença – a vacinação para meninas já era realizada. Nem sempre as pessoas sabem exatamente do que se trata e suas implicações. Afinal, o que é HPV? Para responder a essas e outras questões sobre o tema, falamos com o médico urologista Aguinaldo Nardi, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

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Urologista Aguinaldo Nardi esclarece todas as dúvidas sobre o HPV.

Infecção pelo HPV é frequente

O HPV está nos noticiários, as pessoas começam a conhecer mais esse nome que até alguns anos era mais estranho a grande parte da população. Mas, apesar disso, ainda há muitas dúvidas sobre essa doença. O que é HPV?

“HPV significa human papillomavirus – ou, na tradução, papiloma vírus humano. Ele é um vírus que causa infecções na pele e mucosas, podendo causar verrugas. Existem mais de 100 subtipos – sendo que 40 destes podem causar infecções genitais tanto em homens quanto em mulheres”.

Existem outras consequências da presença do HPV no organismo além das verrugas e infecções?

“Sim. A infecção pelo HPV é bastante frequente. Estima-se que ocorram 5 milhões de casos novos por ano nos Estados Unidos e na maioria dos casos o vírus produz uma verruga na região genital. No entanto, é essencial ter acompanhamento de um médico (urologista para homens e ginecologista para mulheres), pois existem alguns subtipos que têm potencial oncogênico (capazes de causar câncer) e estão relacionados com câncer de pênis, colo de útero, vagina, ânus, vulva, boca e orofaringe”.

Então, dependendo do tipo de vírus há maior ou menor risco de câncer?

“Exato. Os vírus HPV podem ser divididos em de baixo risco e de alto risco. Os de baixo risco (HPV-6, HPV-11 entre outros) causam somente verrugas. Os subtipos de alto risco (entre eles HPV-16, HPV-18), além das lesões genitais, estão associados a maior risco de desenvolver câncer”.

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E como o vírus chega até o nosso organismo?

“A forma mais frequente de transmissão do vírus é sexual, pelo contato de pele com pele, quando a pele ou mucosa da pessoa que não tem o vírus entra em contato com alguém que tenha. Por isso, o HPV é considerado uma DST (doença sexualmente transmissível). Há situações menos frequentes de transmissão da mãe para o filho durante o parto – é o que chamamos de transmissão vertical”.

Então apenas no contato sexual se contrai o vírus?

“Não há confirmação de transmissão oral ou pelas mãos, por exemplo. Os estudos indicam que a infecção começa na camada mais profunda da pele. Por isso, durante a relação sexual, quando ocorrem microtraumatismos na pele, as camadas mais profundas são expostas, aumentando o risco. Vale lembrar que, segundo a OMS, o HPV é classificado como doença frequentemente transmitida pelo ato sexual e não obrigatoriamente. Portanto, outras formas de contaminação podem ocorrer”.

Como evitar a contaminação?

“Como a principal forma de transmissão é pela relação sexual, para evitar a contaminação é essencial fazer sexo com proteção – ou seja, usar preservativo em todas as relações. Há alguns fatores que aumentam o risco, como múltiplos parceiros e a presença de outras DSTs. É preciso se cuidar sempre, porque mesmo que não haja sintomas, o vírus pode ser transmitido. Normalmente os sintomas se manifestam de 2 a 8 meses depois da infecção, mas ele pode ficar incubado (presente sem qualquer manifestação) por até 20 anos. Nesses casos, a pessoa não tem sintoma, mas transmite o vírus. Por isso, é tão importante a vacinação contra o HPV em meninas e meninos”.

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A vacinação é importante para evitar contaminações entre meninas e meninos.
Há como saber se a pessoa está contaminada?

“O médico pode perceber os sintomas do HPV vendo verrugas ou lesões na pele. Às vezes, são necessários exames como colposcopia, vulvoscopia e peniscopia para detectar. Há também testes genéticos que informam o tipo e até indicam se há potencial para desenvolver o câncer”.

Como é feito o tratamento?

“O tratamento varia de acordo com a manifestação do vírus – se é lesão ou verruga -, onde está localizada e em que grau. É importante saber que o tratamento visa retirar as verrugas – não há tratamento para eliminar o HPV. Por isso é tão importante prevenir. Também é bom salientar que a infecção pelo HPV não confere imunidade, por ser este um vírus de superfície. Portanto, a vacina está indicada mesmo naqueles casos  em que já existiu a contaminação”.

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Instituto Lado a Lado pela Vida se dedica há oito anos a levar informação sobre saúde à população. Sua missão é conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. A equipe de profissionais faz isso por meio de campanhas, atuando em todo o Brasil. Eles criaram as campanhas Setembro Vermelho (prevenção de doenças do coração) e Novembro Azul (prevenção do câncer de próstata). Conheça mais o trabalho do Instituto Lado a Lado pela Vida no www.ladoaladopelavida.org.br



 

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