APAS revela as preferências dos consumidores

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A Associação Paulista de Supermercados (APAS) apresentou nesta terça-feira, 02 de maio, uma pesquisa inédita sobre o setor supermercadista. São as tendências do consumidor brasileiro para o ano, a partir de dados coletados no ano passado.

O levantamento – realizado em parceria com as empresas Nielsen, Kantar Worldpanel, GfK e IBOPE – foi divulgado no primeiro dia da 33ª edição da APAS Show, o maior evento supermercadista do mundo.

Mesmo em um ano de instabilidade econômica, a análise apontou que o setor faturou R$ 338 bilhões em 2016. Representa um crescimento nominal de 7,1% em relação ao ano anterior, o que significa 5,4% do PIB brasileiro.

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O Estado de São Paulo registrou um crescimento nominal de, aproximadamente, 10%, com faturamento de R$ 102 bilhões. A geração de empregos do setor no Estado de São Paulo computou 518 mil empregos diretos em 2016.

Para 2017, a perspectiva é de um crescimento lento e gradual da economia brasileira. Isso deve se refletir, principalmente, ao longo do último trimestre de 2017 em geração de emprego e renda. Consequentemente, trará impacto positivo nas vendas do setor supermercadista. A expectativa é de que o setor supermercadista tenha um crescimento nas vendas de 1,5% a 2,5% neste ano.

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APAS: consumidor e a instabilidade econômica

O estudo da Nielsen para a APAS mostra que a trajetória do consumidor brasileiro em 2016 foi caracterizada por um cliente mais empoderado, ciente de suas escolhas. Porém, com pressão no bolso. A análise defende que a troca por marcas mais baratas dentro dos supermercados foi o último passo adotado pelo brasileiro.

Entre as principais características de comportamento percebidas estão: 42% dos entrevistados migraram para marcas mais baratas; 22% reduziram o gasto no supermercado e consumiram menos, mas sem trocar marcas; 7% retraíram a alimentação fora do lar ou lazer; enquanto que 5% diminuíram gasto com vestuário e bens duráveis.

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“O lado positivo é que antes de trocar de marca, 58% buscam outras medidas para economizar, sem impactar na lealdade. 18% afirmam que não mudou hábitos ou cortaram gastos”, destaca Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da APAS. “É possível perceber também que categorias supérfluas foram sacrificadas e que, para determinados produtos, as embalagens grandes são uma alternativa, a chamada ‘Escolha Inteligente”, completa.

Para atrair o consumidor, os supermercados priorizaram estratégias alinhadas à economia. Entre elas, destaque para os programas de fidelidade, que chamam a atenção por desconto em produtos, reembolso, brindes e frete grátis. O setor mostra que 53% dos brasileiros participam de algum programa de fidelidade, contra 67% da média global. Ou seja, há espaço para crescer. Semanas com promoções também representaram forte incremento no volume de categorias de alto consumo.

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Fatores de decisão na hora de comprar

♦ 55% dos entrevistados priorizam ofertas e promoções
♦ 51% creditam à confiança nos produtos na hora de comprar
♦ 50% têm preocupações como produtos de qualidade
♦ 48% se preocupam com limpeza e ordem
♦ 48% valorizam a proximidade

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Tipos de promoções preferidas dos consumidores

♦ A ação campeã na lista do brasileiro é a Leve Mais, Pague Menos, eleita por 68%
♦ Promoções como Descontos são opção de 64%
♦ Leve e Pague é a preferida de 57%
♦ Produtos Grátis os prediletos de 25%
♦ Produto com Brinde é a escolha de 23%

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Millennials engajados 

A pesquisa da Nielsen, encomendada pela APAS, mostra que a geração Millennials, ou geração Y, que compreende jovens nascidos entre 1980 e meados da década de 1990, é a mais engajada quando o assunto é fidelidade.

Em 2016, esse público reduziu mais de 50% da alimentação fora do lar. E também se mostrou mais leal às marcas. O estudo afirma que os Millennials até reduzem o gasto no supermercado e compraram menos, porém, sem trocar as marcas de que mais gostam.

Outra percepção sobre essa geração é que o grupo de itens básicos integra produtos como água de coco, cappuccino e misturas alcoólicas. “É importante o supermercado gerar aderência no jovem de hoje, a fim de assegurar a longevidade da relação com esses clientes que envelhecerão e serão maioria no futuro”, explica o gerente.

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Terceira idade será a bola da vez

Atualmente, a população acima de 50 anos representa 1/3 dos consumidores brasileiros. Porém, a maior fatia de clientes, com o maior gasto (67%) nos supermercados, está concentrada nas pessoas de até 49 anos (58%). “Considerando que essas pessoas envelhecerão, até 2040, homens e mulheres com mais de 50 anos terão o maior poder de compra”, afirma Rodrigo Mariano.

Dentro das lojas, a maioria desses consumidores busca por praticidades, como carrinhos elétricos (41%), assistência com sacolas de compras (36%) e seções exclusivas de produtos voltados às suas necessidades (34%).

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Na hora da compra, esse público escolhe rótulos fáceis de ler (50%), alimentos para dietas com necessidades nutricionais especiais (45%), embalagens de alimentos com porções menores (44%), embalagens de produtos fáceis de abrir (43%) e rótulos com informações nutricionais claras (43%).

Além disso, a terceira idade se preocupa mais com a saúde na hora do consumo. Dessa forma, produtos como pão light ou integral, biscoito integral, requeijão light são mais consumidos por pessoas acima de 60 anos, em relação a grupos entre 50 e 59 anos e até 40 anos.

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O mais saudável do mundo 

A pesquisa reforça que os alimentos incluídos ativamente na dieta dos brasileiros são os com forte presença de vitaminas, minerais, fibras, ômega 3 e proteínas.

Itens enriquecidos com vitaminas e minerais são consumidos ativamente por 65% dos entrevistados no Brasil, enquanto a média global é de 51%. Já os produtos ricos em fibras está presente em 61% dos carrinhos de compras no País, contra 53% no mundo.

Os alimentos com fonte de ômega 3 não faltam na refeição de 60% de consumidores no Brasil. No mundo, essa fatia é de 40%.

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Outros itens saudáveis, como alimentos ricos em proteína (54%), orgânicos (49%) e livre de transgênicos (28%) também reforçam que o brasileiro é o consumidor mais saudável do mundo quando o assunto é comprar nos supermercados.

Na comparação entre homens e mulheres, as mulheres têm uma postura mais consciente na busca por ingredientes e dietas mais saudáveis.

Açúcar, sal e adoçante artificial estão na lista dos ingredientes que, por vezes, são excluídos das dietas. O carboidrato também é um dos grandes vilões para o público feminino.

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Mais atento aos seus direitos

O IBOPE inteligência traz um cenário em que cerca de 40 milhões de brasileiros, 25% da população, declara estar mais atenta aos seus direitos como consumidores.

Entre as categorias etárias, jovens entre 16 e 24 anos são campeões nesta atenção, com 30% do total. Seguidos por adultos de 25 a 34 anos (28%), de 35 a 44 anos (27%), 45 a 54 anos (25%) e pessoas com 55 anos ou mais (16%).

Já a maior porcentagem de pessoas que declararam ter reivindicado formalmente uma solução junto à empresa que as prejudicou está empatada nas faixas etárias de 35 a 44 anos e de 45 a 54 anos, ambas com (12%).

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Seguidas também por um empate de consumidores de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos (11%), acompanhados na sequência pela terceira idade (8%).

Quando a comparação é entre pessoas que declararam ter deixado de frequentar um supermercado por problemas com produto e/ou atendimento, os resultados são: 16 e 24 anos (45%), 25 a 34 anos (44%), 35 a 44 anos (38%), 45 a 54 anos (33%), 55 anos ou mais (25%).

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