Meu Malvado Favorito não perde o encanto

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O sucesso da franquia Meu Malvado Favorito, que chegou aos cinemas com mais uma história de Gru, os minions e as garotinhas mais fofas do cinema, ganhou um artigo de Daniel Bydlowski. Cineasta brasileiro, ele é membro do Directors Guild of America. Trabalhou ao lado de grandes nomes da indústria cinematográfica como Mark Jonathan Harris e Marsha Kinder. Atualmente, está produzindo NanoEden, primeiro longa em realidade virtual em 3D.

Por mais que o primeiro filme de animação da franquia de Meu Malvado Favorito tenha aparecido há sete anos, o novo longa traz o mesmo tipo de energia e comédia que encantam o público. Para celebrar e entender como a franquia se manteve bem-sucedida, é interessante traçar seu enredo. Desde a introdução dos personagens que se tornaram queridos.

A primeira produção de Meu Malvado Favorito conta a história de Gru, voz de Steve Carell nos EUA e Leandro Hassum no Brasil. Um supervilão que deseja ser o melhor. Ou mais precisamente, pior malvadão do mundo. Porém, seu desejo é quebrado quando um outro supervilão, Vector (Jeason Segel nos EUA e Marcius Melhem na versão brasileira) rouba a mais antiga e maior pirâmide do Egito. Desesperado, não resta mais nada a Gru a não ser então roubar a lua. Uma tarefa não muito simples. Para isso, ele precisará roubar uma arma encolhedora que se encontra na fortaleza de seu oponente.

Meu Malvado Favorito não perde o encanto - Clube das Comadres1

Mesmo ajudado pelos atrapalhados minions (engraçados e queridos), Gru não tem chance de entrar na fortaleza. Até que conhece três meninas órfãs que tentam vender biscoito para sobreviver. Gru, que tenta comicamente ser pai das meninas e ensiná-las a roubar o raio encolhedor, é bem-sucedido em roubar a lua. Porém, logo percebe que talvez não seja tão mau assim. E que as meninas são mais valiosas para ele do que a própria lua. O vilão, sem querer, acaba formando uma família inusitada.

Vida longa ao Meu Malvado Favorito

O segundo filme começa com Gru tentando ser um normal, embora não muito afortunado, homem de negócios que pensa em sustentar sua nova família. Claro, a tentativa de ser uma pessoa normal é estraçalhada. A liga de anti-vilões pede ajuda para ele recuperar um poderoso mutagênico que altera o DNA e a forma de qualquer pessoa, e também qualquer minion.

Assim como no primeiro filme, o que parece ser uma comédia de ação onde Gru tem um objetivo claro e certo. Transforma-se em uma comédia familiar. O personagem vê suas emoções pessoais misturar com seus objetivos. Desta vez, ele se apaixona pela agente Lucy, que o ajuda a investigar o roubo do mutagênico. Em uma cena final hilária, Lucy admite que ela também gosta do vilão. Casando-se com ele e tornando-se a mãe que as meninas órfãs sonhavam em ter.

Meu Malvado Favorito não perde o encanto - Clube das Comadres2

Gru encontra irmão gêmeo

Antes do terceiro filme, os produtores ainda criaram Minions. Um longa que conta a história de como os ajudantes atrapalhados de Gru evoluíram. Desde o começo do universo até se tornarem as criaturas amarelas de hoje. Sempre vidrados no mau, os Minions no final encontram no jovem Gru o tipo de vilão que sempre desejavam seguir.

Esta trajetória divertida e cômica nos traz ao terceiro filme da franquia. Agora, Gru, desempregado por não ser tão bom em capturar vilões, acaba encontrando seu irmão gêmeo desconhecido, que é milionário e… mau. Embora Gru tente manter uma nova vida normal, com sua mulher e suas filhas adotadas, o desejo de ser mau começa a aparecer novamente, para a alegria dos Minions.

Sem nunca perder o conflito geral da história, aquele desejo de ser mau versus o desejo de ter uma família – e sem perder o tipo de comédia que garantiu um filme próprio até a personagens secundários como os minions – a franquia de Meu Malvado Favorito não falha desde a criação do primeiro filme.

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