Autobiografia da garota ferida na guerra do Vietnã

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No mês de setembro, a Editora Mundo Cristão lança uma autobiografia célebre: A menina da foto – Minhas memórias: Do horror da guerra ao caminho da paz. Obra foi escrita por Kim Phuc Phan Thi, que ficou mundialmente conhecida por protagonizar a icônica imagem registrada por Nick Ut, fotógrafo da Associated Press. Registro feito durante a Guerra do Vietnã, em 8 de junho de 1972. Preço: R$49,90.

Na foto, Kim Phuc, então com nove anos de idade, corre queimada após um ataque a bomba, sem roupas. Ela está em meio a crianças e soldados. O registro, inquietante e comovente, rendeu a Nick Ut o prêmio Pulitzer em 1973. Na biografia, Kim Phuc compartilha detalhes de sua história. A bela e inocente infância que teve nas formosas terras do Vietnã do Sul. Além disso, a devastação da guerra e também a opressão imposta pelo regime comunista.

Kim teve um terço de seu corpo profundamente queimado pela bomba de Napalm. Trata-se de uma arma tática que adere de maneira irreversível à pele humana. Queima a mais de dois mil e setecentos graus. Na obra, a vítima fala sobre todo o contexto que marcou o antes e o depois do registro fotográfico. E também sobre as dores físicas que enfrentou ao longo de toda a sua vida em decorrência das dolorosas cicatrizes deixadas pela substância.

Autobiografia - Kim Phuc Phan Thi - vietnã

Autobiografia: fé superou a dor

Em seu seu tocante texto, Kim traz à tona os abusos sofridos ao ser usada, de maneira antiética, como ferramenta de propaganda política do governo comunista. Além das agonias de estar sob os holofotes de autoridades opressoras. Enviada na juventude para estudar em Cuba, a autora revela o difícil período que enfrentou no país caribenho. Além disso, fala sobre sua fuga para o Canadá, onde finalmente passou a experimentar a tão sonhada liberdade. Ao longo da obra, ela divide com o público os traumas, os medos, as lutas e os complexos que vivenciou em diferentes fases de sua caminhada. Mas revela ainda como a fé a fez superar a desesperança, a tristeza e a dor.

Emocionante do início ao fim, Kim oferece aos leitores um incrível exemplo de força e resiliência. A obra descortina um caminho de união, equilíbrio e conciliação em um mundo marcado pela violência e busca desenfreada pelo poder. Altamente inspiradora, a autobiografia é leitura indicada para toda e qualquer pessoa que deseja obter encorajamento para vencer em meio aos cenários mais adversos. Além disso, é uma inspiração para lutar por um mundo melhor. Aliás, hoje, Kim vive no Canadá e atua como embaixadora da boa vontade da Unesco. É casada com Toan e mãe de Thomas e Stephen.



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