Paulo Miklos lança A Gente Mora no Agora em vinil

Lançado em agosto, o primeiro trabalho individual de Paulo Miklos, A Gente Mora no Agora, chega agora em vinil. É um formato que voltou com tudo às estantes de grandes fãs de música e colecionadores.

Aclamado pela crítica especializado, o álbum, calcado no violão de náilon e que explora o universo da música popular brasileira, chega em vinil pela Polysom. Tem valor sugerido de 79,90 e pode ser encontrado na loja da Polysom, Livraria Cultura,  Bilesky Discos e Saraiva.  

Com produção musical de Pupillo, da Nação Zumbi, e coprodução de Apollo Nove, A Gente Mora no Agora tem direção artística assinada por Marcus Preto. E traz um novo e abrangente leque de parceiros e compositores, incluindo nomes das mais variadas gerações e escolas estéticas, como Erasmo Carlos, Guilherme Arantes, Emicida e Mallu Magalhães. Além de parceiros de longa data como Nando Reis e Arnaldo Antunes. O disco foi mixado em Los Angeles por Mario Caldato Jr., produtor de álbuns dos Beastie Boys e Jack Johnson, entre outros.

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Paulo Miklos, 38 anos de carreira

Ao longo de sua carreira, Paulo Miklos se tornou muitos artistas ao mesmo tempo. Construiu uma sólida personalidade como cantor e compositor. Sobretudo nos 34 anos em que integrou os Titãs, banda de que foi cofundador em 1982. Ali, Miklos se tornou o intérprete de clássicos absolutos do rock brasileiro. Ele é a voz de Sonífera Ilha, Bichos Escrotos, Diversão e até de canções alheias, como É Preciso Saber Viver, que ganhou nova vida a partir da releitura feita por ele em 1998.

Seu timbre inconfundível é parte da memória afetiva nacional. Na via paralela, Paulo Miklos ergueu uma já consagrada carreira como ator – no cinema, na televisão e no teatro. Apresentou programas de TV, foi jurado de reality show, fez tudo o que quis – e foi bem-sucedido em todas essas investidas, pelas quais ganhou prêmios e prestígio.

Muitos artistas em uma só pessoa

O artista fez dois álbuns individuais em paralelo aos Titãs: Paulo Miklos (1994), e Vou Ser Feliz e Já Volto (2001). Eram trabalhos que escoavam sua produção autoral que não cabia no repertório da banda. E, como não tinham nenhuma pretensão além dessa, nem sequer ganharam turnês de lançamento ou maiores planejamentos de exposição. Tornaram-se peças cult para fãs de música. Toda essa trajetória foi o fio condutor para chegar ao “agora” que Miklos entona no título do mais recente trabalho.

No show de lançamento de A Gente Mora no Agora, Paulo Miklos juntou todos os artistas que se tornou nesses 38 anos. Em cena o compositor, o intérprete, o ator, o instrumentista. Além do repertório do novo álbum, estão incluídas faixas de seus dois primeiros trabalhos individuais. Temas de Noel Rosa, Chet Baker e Adoniran Barbosa e, claro, algumas das canções dos Titãs que vieram ao mundo por sua voz. Todos têm de estar presentes na verdadeira estreia individual de Paulo Miklos.

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